Codó e sua política educacional predominada de interesse partidário e a desvalorização docente

A Secretaria Municipal de Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEMECTI) de Codó-MA traçaram um plano no dia 25 de maio a priori com gestores da rede pública de ensino da zona urbana/rural o retorno das atividades escolares que foram suspensas desde março, e que possivelmente acontecerão nesse mês de junho do ano em curso. A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou, em 11 de março de 2020, que a disseminação comunitária da Covid-19 em todos os continentes a caracteriza como pandemia, na qual a organização recomendou isolamento social para evitar o crescimento da contaminação coletiva por meio do vírus.

De forma acelerada e atrasada o governo municipal de Codó propôs uma rotina de atividades à distância (remota) para não comprometer o calendário escolar e atender por lei os direitos de aprendizagem e o objetivo da etapa educacional.

A questão de todo esse embaraço por parte do poder público são situações que precisam ser questionadas, como:

1. Quais são as ações que o governo municipal de Codó estar propondo para o corpo docente facilitar o processo de ensino diante dessa nova plataforma digital?

2. Todos os alunos têm aparelhos de computadores, tabletes ou celulares e sinal de internet em suas casas para acompanharem o processo?

3. Com o isolamento social para evitar a disseminacão da Covid-19 Codó atingiu o ranking de exoneração em massa de professores da rede pública municipal por meio de um novo seletivo de fachada promovido através da SEMECTI.

De acordo com Libâneo (2007, p. 197):

[…] o profissional do magistério é um profissional “separado” que vive várias vidas. Ele compartilha do mundo cultural e científico, mas as condições salarias e de trabalho não possibilitam que participe do mundo de produção cultural e artística, do mundo das teorias e dos discursos, a não ser o que captam passivamente dos “treinamentos” ou dos meios de comunicação em que se submete ao rolo compressor da televisão.

Estamos vendo o quanto é revelador o retrocesso da educação de Codó, não por falta de recursos financeiros, mas pelo mau uso do recurso público que é destinado exclusivamente para qualificar o ensino e o funcionamento da rede, e já que não estão pagando professores contratados, zeladores e não estão tendo gasto com merenda escolar, para onde esta indo todo esse dinheiro público?

Já imaginaram quantos alunos e professores foram e estão sendo prejudicados? O quadro efetivo de professores não é o suficiente para cumprir o plano estabelecido de ensino e conseqüentemente é mas uma das decisões arbitrárias do poder executivo.

O problema dessa administração é que alem de não resolverem o problema eles problematizam mais o problema, temos um governo que só acorda quando o barco ta pegando fogo, as situações são amenizadas não por interesse democrático do poder público mais por meio de pressão social, o midiatísmo é a base essencial dessa gestão e os interesses para termos uma cidade de sucesso em vários aspectos ainda é um sonho de muitos codoenses que parece ser difícil de ser realizado.

Os vereadores que eram para serem aliados do povo anda de mãos dadas com o prefeito fazendo injustiças, os 60% do precatório destinado aos professores até hoje esconderam e fingem que estar tudo bem.

Na minha concepção em política educacional:

O plano tem que ser emancipador, o seletivo simplificado tinha que ser sério, democrático e além de tudo continuar com o mesmo quadro de professores por direito e humanidade até o final do ano principalmente em pleno isolamento social. O plano não pode ser visto como fins controladores, e sobre tudo atender as necessidades de um governo opressor, mas mostrar o caráter da educação permitindo sucesso á todos os alunos matriculados seja da zona urbana ou rural e os profissionais da educação independente do quadro efetivo ou contratado todos merecem respeito e valorização, cabe os gestores das unidades de ensino agirem democraticamente favorecendo as famílias desses alunos e os professores que conhecem de perto a realidade de cada um.

Diante disso a atitude da atual administração se debruça a cada ano em desvalorizar a categoria do magistério. Um dos manuais políticos foi à velha promessa do concurso público que foi apreciada e votada na câmara municipal pelos aliados do prefeito com um número de 124 vagas a nível geral tendo estatisticamente um município com mais de 120 mil habitantes, mesmo assim não saiu do papel, para vermos até que ponto chegamos né?

Cadê um plano de ações que a administração pudessem favorecer e valorizar o funcionamento de uma educação de qualidade? Sempre vem dando golpes nos profissionais da educação, nos alunos e suas famílias que depende do sistema público para alcançar seus objetivos.

Na educação ainda temos agentes educacionais sérios, que não vende sua voz por privilégios e cargos de favores que venham bajular o prefeito ou o vereador. Estamos dioturnamente empenhados a lutar por nossos ideias. A educação libertadora é a quela que além de fazer as pessoas terem uma consciência crítica traz dignidade aos munícipes em todas as condições.

Por Magno Freitas

LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogia e pedagogos, para quê? / José Carlos Libanêo. – 9. ed. – São Paulo, Cortez, 2007.

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